O mundo está cada vez mais acelerado. Com a chegada da internet e os avanços tecnológicos, a nossa rotina começou a exigir mais produtividade, conectividade e principalmente, rapidez ao processar a imensa quantidade de informação com a qual somos bombardeados o dia todo.
Esse cenário, somado com outros fatores como a pandemia, a recessão econômica e a tensão política, faz com que os diagnósticos de ansiedade sejam cada vez mais frequentes. No artigo de hoje, vamos falar sobre os sinais mais comuns de ansiedade e, principalmente, a importância de buscar ajuda antes que o problema se torne maior, prejudicando a qualidade de vida e a rotina do paciente.
Ansiedade
A primeira coisa que precisamos saber sobre a ansiedade é que ela é um problema persistente. Muitas vezes, as pessoas confundem o nervosismo relacionado a um acontecimento específico com a ansiedade.
Por exemplo: uma pessoa tem uma prova importante se aproximando e, alguns dias ou até minutos antes, começa a ficar nervoso. Esse nervosismo pode prejudicar o rendimento da pessoa na prova e até causar sintomas físicos como suor frio, perda ou excesso de apetite, entre outros, mas quando a prova termina, a pessoa consegue retomar a rotina e o controle de emoções normalmente.
Já a ansiedade é uma condição persistente, que não necessariamente precisa estar relacionada a um fato ou acontecimento específico no paciente. Ela faz parte do cotidiano e pode se apresentar até nas tarefas simples do dia-a-dia, como fazer uma ligação, participar de uma reunião no trabalho e até mesmo organizar um almoço em família.
A manifestação da ansiedade pode acontecer de diferentes maneiras. A forma mais comum é através de preocupações desproporcionais e exageradas, que acabam prejudicando a execução daquela tarefa repetidas vezes, trazendo prejuízos a longo prazo para a vida do paciente.
Além disso, crises de ansiedade também são recorrentes, fazendo com que o paciente vivencie sintomas como palpitações cardíacas, dificuldade ao respirar, sensação de angústia, incapacidade de se concentrar, etc.
Sinais de que o paciente precisa de ajuda
Algumas situações, quando começam a acontecer com muita frequência, acendem sinais de alerta para a hora de procurar ajuda médica e retomar o controle da ansiedade. Entre eles, os cinco principais são:
- Irritação frequente: todos nós temos dias difíceis em que o humor fica mais complicado de lidar, mas quando a irritação passa a ser constante e facilmente provocada, é necessário ficar atento.
- Preocupação exagerada ou desproporcional: quando até mesmo assuntos simples do dia a dia começam a consumir os pensamentos do paciente por muito tempo e impedir que outras atividades sejam realizadas.
- Dificuldade para dormir: todas as pessoas possuem problemas sérios, mas quando a preocupação com um problema começa a afetar a capacidade do paciente de dormir e descansar, é necessário buscar ajuda. Permanecer muito tempo acordado não só não resolve problemas, como também prejudica a saúde e o funcionamento cerebral.
- Cansaço frequente, mesmo após acordar: quando a ansiedade está fora de controle, o corpo e a mente não conseguem descansar, fazendo com que o paciente se sinta permanentemente indisposto e cansado, mesmo quando acaba de acordar.
- Dificuldades ao se concentrar: um dos sinais mais claros de que é necessário buscar ajuda consiste na incapacidade do paciente de se concentrar para terminar uma tarefa, independente do grau de dificuldade que ela tenha. Nesses casos, o rendimento no trabalho e a convivência com pessoas queridas, por exemplo, acabam sendo prejudicados. Além disso, a falta de concentração também aumenta o risco do envolvimento em acidentes domésticos, laborais ou no trânsito, colocando a segurança do paciente em risco.
Saúde mental em primeiro lugar
A ansiedade é uma doença muito particular e que afeta de formas diferentes cada paciente, mas em geral, os sinais de alerta são os mesmos para todo mundo. Por isso, é necessário se manter atento à rotina e buscar ajuda médica assim que notar a persistência das situações acima.
A ansiedade pode (e deve) ser controlada para que o paciente tenha mais qualidade de vida, mas principalmente, é uma questão de saúde a longo prazo.
O acompanhamento psicológico com um profissional é indispensável para definir o tratamento. A ansiedade pode ser tratada com terapia e uso de medicamentos. Nesse caso, é necessário passar por avaliação psiquiátrica não só para definir o medicamento e a dosagem, mas para acompanhar a evolução do tratamento e o impacto dele na qualidade de vida.



