Você já deve ter ouvido falar que a depressão é o mal do século. Mas você sabe por quê?
Uma pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que, no final de 2020, 16% dos entrevistados foram diagnosticados com depressão grave. Outra pesquisa, realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mostrou que 68% dos brasileiros apresentam sintomas depressivos.
Falar sobre depressão e saúde mental deixou de ser um tabu e passou a ser questão de saúde pública. Os números mostram que a realidade é grande demais para que tenhamos medo de lidar com ela, e para isso, é preciso antes de tudo entender o que é a depressão.
Depressão: que doença é essa?
A depressão é um distúrbio afetivo que faz com que a pessoa vivencie sentimentos como pessimismo, desânimo, baixa auto-estima e indiferença em relação às coisas ruins e boas que acontecem em sua vida. Ao contrário do que muitos pensam, uma pessoa deprimida não está necessariamente chorando o tempo todo, muito pelo contrário: muitas vezes, o paciente nem ao menos tem consciência de que está desenvolvendo a doença.
São sintomas da depressão:
• desânimo;
• diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer;
• apatia;
• falta de vontade e indecisão;
• sentimentos de medo, insegurança e vazio;
• pessimismo;
• interpretação distorcida e negativa da realidade;
• dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento;
• diminuição da libido;
• aumento ou diminuição do apetite;
• insônia;
• dores, sensação de corpo pesado e de pressão no peito.
A depressão é uma doença muito estigmatizada, especialmente em pessoas mais velhas, porque a discussão a respeito da condição como doença só começou a ser feita muito recentemente.
Por isso, muitas vezes o paciente acaba desistindo de buscar a ajuda, pois fica com medo ou vergonha dos rótulos que receberá dos outros. Ao contrário do que se diz, a depressão não é frescura: é uma condição que afeta o cérebro do paciente, alterando a reações químicas e a atuação dos neurotransmissores, como serotonina, por exemplo.
Quanto maiores as alterações, mais grave o caso do paciente será. Por isso, é essencial se atentar aos sintomas e manter as consultas em dia, para evitar que a doença se desenvolva aos poucos e coloque em risco a saúde e a felicidade de quem sofre com ela.
Tratamento
O tratamento da depressão é desafiador tanto para o paciente quanto para a família. Em alguns casos, o uso de antidepressivos é bastante indicado, fazendo com que a pessoa dependa daquele remédio para ficar bem consigo e conviver bem com os outros. Em outros casos, o acompanhamento cuidadoso e frequente com o psiquiatra e/ou com o psicólogo também é essencial e suficiente para garantir que o paciente vai ficar bem.
Ter depressão não é sinônimo de vergonha, nem de falha, especialmente na vida adulta. É sinal de que é hora de olhar um pouco para si mesmo com mais carinho e cuidado, para entender o que levou ao desenvolvimento do quadro e então, decidir o melhor tratamento.
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